A maior demanda das empresas tem sido por profissionais que auxiliem no diagnóstico de problemas e na formulação de soluções
As empresas precisam modernizar seus modelos de gestão e com isso cresce a busca por profissionais capacitados para auxiliar no desenvolvimento das potencialidades do empreendimento. Consequentemente, as oportunidades para consultores especializados se apresentam cada vez maiores.
A maior demanda das empresas tem sido por profissionais que auxiliem no diagnóstico de problemas e na formulação de soluções. Portanto, é importante para o consultor saber apresentar modelos práticos e consagrados de análise e de gestão que, de fato, dêem resultados.
A experiência em outros setores é importante para o trabalho de consultoria, já que é fundamental compreender o funcionamento de uma empresa em seus diversos departamentos. Mas é importante, também, ter em mente que isso não basta. A formação especializada para a função é indispensável, por ser ela a responsável pelo desenvolvimento de habilidades específicas para as demandas dos clientes que contratam o trabalho de um consultor.
A CRSilva Consulting, especializada em gestão empresarial e há dez anos no mercado, está com as inscrições abertas para o seu curso de Formação de Consultores em Brasília/DF.
Estudo realizado na USP aponta que empresas do setor ajudam formalidade, mas geram alto índice de troca de empregos
InfoMoney
As agências privadas de trabalho – envolvidas com a seleção de profissionais temporários e terceirizados – são importantes para a inserção de trabalhadores no mercado formal, mas também estão vinculadas a um alto índice de rotatividade de empregados, é o que aponta um estudo desenvolvido pela FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP (Universidade de São Paulo). O trabalho foi desenvolvido pelo pesquisador Jonas Bicev, e indica que 60% das pessoas que recorrem a essas agências ficam no mercado formal por dez anos, mas têm uma média de oito vínculos neste período. O estudo usa dados do Ministério do Trabalho entre 1998 e 2007.
A avaliação do pesquisador é que os empregos obtidos por meio dessas agências têm um perfil que demanda menos capacitação técnica, facilitando a reposição de profissionais. “Grande parte das vagas é para vendas, comércio e telemarketing, que não demandam investimentos técnicos e, por isso, são vagas de alta rotatividade e com grande oferta de mão de obra disponível. Alguns acabam consolidando seus postos de trabalho, e migram para outros setores, como a indústria, contribuindo para o mercado formal”, analisa Bicev.
O diretor de Negócios da Jobcenter, empresa de seleção de terceirizados e temporários, Alexandre Leite Lopes, ressalta que é necessário associar a alta rotatividade à restrição imposta pela legislação do trabalho temporário no Brasil. “Diferentemente das leis do restante do mundo, no Brasil só se permite o contrato temporário por 90 dias, prorrogáveis por outros 90. Não vejo o indicador (de oito empregos em dez anos) como ruim, é natural, mas penso que a análise do trabalho terceirizado deve ser feita de forma dissociada do temporário”, opina. Lopes lembra que os picos de oferta de trabalho ainda ocorrem em datas sazonais, que estimulam o comércio, como Páscoa, Natal e Dia das Mães.
Perfil
O estudo também indicou que os empregos temporários ainda são maioria entre os ofertados pelas agências, mas sua proporção diminuiu nos últimos anos. Em 1998, a atividade nesta modalidade representava 71,8% do oferecido pelas agências, enquanto em 2007, o trabalho temporário chegou a 60,7%.
Para o pesquisador, o estudo aponta, em curto prazo, tendência de continuidade deste cenário, já que o mercado brasileiro continua aquecido pela aceleração da economia, e a capacitação dos trabalhadores não segue o mesmo ritmo. “Este tipo de mão de obra ainda é bastante grande no País. A tendência é que haja uma evolução e, com o desenvolvimento do mercado e o incentivo à capacitação, haja uma preferência por profissionais mais qualificados, mas, em geral, essas vagas devem continuar tendo grande oferta. A dificuldade fica por conta de perfis mais técnicos e de maior exigência”, detalha.
Lopes, da Jobcenter, acrescenta que o aquecimento econômico trouxe duas consequências diretas para o setor de recrutamento – a primeira, mais conhecida, é o próprio deficit de trabalhadores em algumas áreas. “Nas áreas contábil, de informática, construção civil e tecnológica, como um todo, sentimos dificuldade no recrutamento. São setores em que normalmente já é difícil encontrar profissionais, e no caso de trabalhos temporários, a situação é ainda mais complicada”. A segunda consequência é justamente a geradora do alto índice de rotatividade, detectado pelo estudo de Bicev. “Antes, grande parte das classes D e E buscava essas vagas, que eram mais facilmente preenchidas. Hoje, com a oferta maior decorrente do aquecimento econômico, uma vaga que oferece R$ 10 a mais pode motivar a troca de trabalho, e isso estimula baixos índices de permanência em alguns empregos”, explica o profissional.
Segundo o estudo, na média, o trabalhador que recorre às agências de emprego é jovem e de escolaridade intermediária, com formação entre Ensino Fundamental incompleto e Médio completo. No total, o percentual de cadastrados nas agências com escolaridade nesta faixa é de 60%. Enquanto os trabalhadores cadastrados que tinham Ensino Superior chegavam a 2,5% em 1998, em 2007 esse número subiu para 4,7%. A maior parte dos trabalhadores (73%) que procura as agências privadas de emprego já tem pelo menos uma experiência anterior no mercado, mesmo com o perfil jovem. Os que buscam as agências para ter o seu primeiro emprego somam 6%. Na avaliação de faixa etária, pelo menos seis em cada dez cadastrados têm entre 20 e 29 anos.
O G1 consultou empresas de recursos humanos e sites de currículos.
Crescimento do mercado ou exigências dificultam preenchimento de vagas.
O aquecimento da economia, a exigência de qualificações ou até mesmo a falta de profissionais no mercado fazem com que empregadores tenham dificuldade para preencher vagas muitas vezes consideradas estratégicas, afirmam especialistas. Após consultar empresas das áreas de recursos humanos e sites de currículos, o G1 lista dez dos cargos mais difíceis de serem preenchidos atualmente no mercado brasileiro.
As empresas citaram as funções e áreas que, neste ano, marcaram pela escassez de profissionais adequados. Algumas vagas acabaram nem sendo preenchidas ou os empregadores precisaram abrir mão de alguma exigência para fechar o posto, afirmam os especialistas. Outro motivo apontado pelos recrutadores para esses casos é que, com a economia aquecida, muitas empresas procuraram segurar os funcionários, cobrindo eventuais ofertas.
10 CARGOS DE DIFÍCIL PREENCHIMENTO
Analista ou coordenador contábil com inglês fluente
"Faz uns três anos que estamos com dificuldade nessa área por conta da escassez de profissionais. Quando o Brasil era uma economia de inflação, o setor de contabilidade não era estratégico, e sim operacional. Com o crescimento do país, todas as funções dentro de uma empresa ficaram mais complexas. Mas como a área era operacional, o público perdeu interesse", diz Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. Ela diz que, como a função tornou-se estratégica, há a necessidade de inglês fluente. Consultor SAP com inglês fluente e experiência Profissional da área de Tecnologia da Informação (TI) que saiba trabalhar e fazer personalizações no programa SAP, usado por empresas para a gestão de negócios. "Precisamos de profissionais com inglês fluente porque o sistema é integrado fora do Brasil e, às vezes, é preciso dar suporte para o exterior", afirma Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH.
Profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI)
O diretor da Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, disse que, além de difíceis de encontrar, os profissionais da área também pedem salários muito altos para sair das empresas onde já estão, pois recebem contraproposta para ficar. De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área de TI já vem sinalizando falta de profissionais qualificados desde o início desta década.
Profissionais da área de vendas e teleatendimento
Levantamento feito com 187 empresas pela Curriculum.com.br para o G1 mostrou que, além das áreas de TI e engenharia, o setor de vendas também apresenta dificuldades para achar profissionais em 2010. De acordo com Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, não está fácil encontrar um bom vendedor. Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, disse que a área comercial está com forte demanda por conta do crescimento da economia, que exige profissionais do setor. Segundo a Catho Online, vendas e teleatendimento têm, ainda, alta rotatividade.
Coordenador de medicina e segurança do trabalho para o varejo
"A área costuma ser bem forte em indústrias, mas quando o varejo exige a mesma função, é difícil encontrar profissionais que se encaixem no ritmo", Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. De acordo com ela, o volume de pessoas e o estilo do varejo não são os mesmos que os da indústria e não é fácil achar profissionais adequados.
Engenheiros
O mercado precisa de engenheiros em geral, mas especialistas ouvidos pelo G1 ressaltam escassez maior nas áreas de infraestrutura, projetos e civil. "O Brasil está crescendo e precisamos de profissionais especialistas em obras de grande porte, como rodovias, hidrelétricas e saneamento. Não tem gente preparada para fazer isso", diz Fátima Brandão, gerente do Foco RH.
Médicos De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, tem sido difícil encontrar médicos para vagas em diversas especialidades, segundo percepção do site. Cabral diz que faltam profissionais com qualificações e formações específicas.
Secretárias
De acordo com Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, as mulheres têm perdido o interesse pelo cargo de secretária. "Não tem candidatas jovens", afirma. Segundo ele, algumas empresas até preenchem a vaga de secretária com outros profissionais. O especialista explica, porém, que, quando a empresa começa a crescer, sente a necessidade de um profissional formado na área de secretariado
Profissionais da área de mineração De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, foi notada dificuldade no site para encontrar profissionais da área em geral, desde operacional e técnica a engenheiros e executivos. Segundo Cabral, a mineração pede profissionais com formação e qualificações muito específicas. Ele também ressalta que o setor trabalha muito com a indicação de funcionários.
Profissionais
da área petroquímica e de energia
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial
da Catho Online, a área petroquímica pede formação bastante específica e nem
sempre há profissionais disponíveis e qualificados no mercado. No ramo de
energia, o problema se repete. "Com os avanços tecnológicos e o aumento da
demanda, é cada vez mais escasso o número de profissionais qualificados e
prontos para atuar nesse setor."Fonte:
Curriculum.com.br, Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo
DMRH, Fátima Brandão, gerente do Foco RH, Leandro Cabral, diretor comercial da
Catho Online e Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br.
Casos
específicos
Além dos cargos citados na tabela acima, os especialistas de recursos humanos
lembraram também exemplos de cargos de difícil preenchimento apenas em algumas
regiões do país.
É o caso do cargo de analista de custos para o Centro-Oeste, que tenha perfil
estratégico e inglês fluente, diz Fabiana Nakazone, gerente da divisão
especialistas do Grupo DMRH. Segundo Fabiana, nesse caso foi difícil preencher
o posto por conta da localização da vaga. “O requisitante pediu inglês fluente
com perfil estratégico. Quando vamos para o Centro-Oeste, onde estão as filiais
das empresas, fica mais difícil achar esse profissional”, afirmou.
Outra função de difícil preenchimento foi a de médico do trabalho com
experiência em grandes empresas para o Nordeste, lembrou Fabiana. “As empresas
abrem polos em cidades pequenas e a pessoa que está na capital não vai querer
ir para o interior”, disse. Ela lembrou, ainda, que dificilmente os médicos
conseguem trabalhar em muitas empresas no mesmo dia, já que eles têm a agenda
cheia.
Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, afirmou que a empresa também
teve dificuldades para encontrar profissionais da área farmacêutica que tenham
conhecimentos em assuntos regulatórios, ou seja, conheçam as normas brasileiras
para o setor. “Demorou bastante para preencher essa vaga”, afirmou. Segundo
ele, a área de laboratórios está em crescimento no Brasil e muitas empresas do
segmento estão investindo no país, daí a necessidade de especialistas na área
de regulamentação.
ContrapropostaOs salários para contratar profissionais já experientes também aumentaram,
em virtude da economia mais aquecida e do consequente assédio de outras
empresas para que o funcionário troque de companhia. Isso, segundo
recrutadores, faz com que muitos empregadores tentem segurar sua equipe, cobrindo
as ofertas dos concorrentes. “No ano passado, as empresas tiveram que enxugar o
quadro e poucas fizeram contraproposta. Neste ano, os empregadores estavam com
dinheiro e todos os bons candidatos, se tiveram proposta para sair, receberam a
contraproposta”, disse Fabiana, do Grupo DMRH.
Na área de Tecnologia da Informação (TI), por exemplo, Leandro Cabral,
diretor comercial da Catho Online, diz que a procura tem crescido a cada dia.
"Profissionais nessa área estão entre os mais bem remunerados do mercado,
portanto, já recebem acima da média". Ele lembrou que o investimento na
qualificação na área é alto. "Porém, isso é observado em várias outras
profissões e, mesmo assim, a remuneração média fica abaixo da de TI",
disse.
Empresas abrem mão de qualificaçõesDe acordo com Fátima Brandão, gerente do Foco RH, as empresas estão abrindo
mão de alguns conhecimentos ou experiências nos profissionais, desde que eles
tenham o perfil comportamental adequado. De acordo com ela, um profissional que
seja '100%' às vezes pode receber uma proposta melhor de outro empregador e
ficar por pouco tempo na empresa. “Não tem mão de obra tecnicamente para todo
mundo”, disse. Segundo ela, quando escolhe por um profissional que não está
completamente treinado, a empresa opta por dar cursos ou oferecer treinamentos.
“Muitos cargos de gestão, como coordenadores, gerentes e diretores, deixam de
ser preenchidos por falta de profissionais preparados no mercado”, disse
Cabral. Para Grinberg, quanto mais sobe o cargo, maiores são as especificações.
“Os clientes pedem um superhomem.”
Como aproveitar oportunidades
Para Fabiana Nakazone, vale aos candidatos ficarem de olho nas vagas mais
difíceis de preencher para tentar atendê-las. Segundo ela, às vezes um
profissional formado em determinada área não enxerga todas as possibilidades
que a carreira tem a oferecer, focando apenas no setor que está mais saturado.
“É importante ver o que cada formação pode oferecer”.
Renato Grinberg alerta que o candidato precisa gostar do que faz. Ele lembra
que de nada adianta cursar engenharia só porque há vagas disponíveis na área se
a pessoa não tiver habilidade com números, por exemplo.
Setores ligados ao desenvolvimento do país devem ser beneficiados.
Economia aquecida e preparação para Copa 'puxam' profissionais.
G1-globo
O ano de 2011 deverá ser mais promissor para setores ligados diretamente ao desenvolvimento do país, segundo especialistas em mercado de trabalho ouvidos pelo G1. O bom desempenho da economia brasileira aumenta a demanda por mão de obra qualificada para áreas como infraestrutura, energia, telecomunicações, tecnologia e óleo e gás. Além dos segmentos diretamente relacionados ao crescimento econômico, os especialistas lembram também a tendência de forte alta na área de bem estar social, o que envolve desde sustentabilidade e meio ambiente até saúde e estética.
ÁREAS PROMISSORAS PARA 2011
Área comercial e internet
“A área sofreu muito na crise econômica, já que muitas empresas cortaram os profissionais porque as vendas diminuíram”, diz Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br. De acordo com o especialista, com o crescimento econômico, as empresas voltam a precisar desses profissionais. Para Alexia Franco, líder da operação da Hays no Rio de Janeiro, empresa da área de recrutamento, o segmento de vendas pela internet deve se destacar pelo crescimento das operações. “São necessários profissionais que saibam atuar no desenvolvimento de parcerias de negócios na internet, com expertise na área”, afirma.
Tecnologia da Informação (TI) e comunicação
Os perfis dos profissionais do setor estão cada vez mais complexos e as empresas precisam de pessoal com qualificações e conhecimentos em plataformas específicas. Além disso, a previsão é que os investimentos em redes sociais continuem a crescer, o que demanda especialistas na área, segundo Selma Morandi, diretora do Grupo Foco, empresa do setor de recursos humanos. “Tudo o que se fala em termos de desenvolvimento impacta na área de tecnologia”, lembra Alexia Franco, líder da operação da Hays. Para o diretor de graduação do Centro Universitário Senac, Eduardo Ehlers, a área de TI cada vez mais se aproxima da comunicação. “Há um crescimento no setor de produção multimídia como um todo”, afirma. Ele destaca, ainda, o segmento de jogos digitais.
Telecomunicações
O setor de telecomunicações necessita cada vez mais de especialistas em tecnologias como transferências de dados, 3G e Rede IP, cabos, entre outras, diz Alexia Franco, da Hays. Quanto mais cresce o número de usuários de celulares, por exemplo, aumenta a demanda nas redes de telecomunicações e de telefonia celular. “É preciso de profissionais como engenheiros e analistas de telecomunicações para a elaboração de projetos e até mesmo monitoramento e atuação nessas redes", aponta o consultor da Alliance Coaching, Silvio Celestino.
Varejo e consumo
O crescimento econômico estimula a contratação de profissionais em diversas áreas do varejo, como alimentos, bebidas, cosméticos, roupas e supermercados, entre outros. A demanda é por trabalhadores de vários níveis, desde iniciantes a diretores, diz Selma Morandi, diretora do Grupo Foco. “O setor não caiu durante a crise, mas há uma nova demanda em função do aumento do nível da renda”, diz Alexia Franco, líder da operação da Hays. O crescimento no setor gera, ainda, investimentos em campanhas de publicidade e até em novos empreendimentos
Sustentabilidade, meio ambiente e saúde
Para Selma Morandi, diretora do Grupo Foco, as empresas devem investir cada vez mais em profissionais voltados às áreas ambiental e de sustentabilidade. Nesse caso, a necessidade é por profissionais que acompanham e tenham experiência e especializações no setor. Para o diretor de graduação do Centro Universitário Senac, Eduardo Ehlers, há uma crescente busca pelo bem-estar individual e coletivo. “Cada vez se fala mais sobre ambiente e vida saudável”, disse. Ehlers prevê crescimento também em áreas como estética, turismo e hospitalidade, relacionadas ao bem-estar.
Energia
Eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além de empresas de fora que pretendem investir no Brasil, demandam profissionais do setor de energia, destaca Selma Morandi, diretora do Grupo Foco. Mas é difícil preencher as vagas. “Falta qualificação nessa área. Os engenheiros ou migraram de área ou foram para o exterior”, diz ela. Alexia Franco, líder da operação da Hays no Rio de Janeiro, lembra, ainda, que o crescimento do pais depende do setor da energia, o que torna o setor permanentemente promissor.
Construção civil
O setor também deverá se beneficiar com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, diz Selma Morandi, diretora do Grupo Foco. Além de programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, e o crescimento do setor imobiliário no país aumentam a procura por profissionais especializados. “Falta desde mão de obra básica até analistas financeiros voltados à área da construção”, diz o consultor da Alliance Coaching, Silvio Celestino. De acordo com o especialista, todos os setores que estão em volta sentem o reflexo, como materiais de construção, imobiliárias e design de interiores.
Óleo e gás
Descobertas de reservas de petróleo no país aquecem o setor e atraem investimentos, diz Alexia Franco, líder da operação da Hays no Rio de Janeiro. “Há empresas que antes tinham apenas representações e agora já querem ter as próprias estruturas no Brasil”, diz. Além disso, o setor de extração de minérios também está aquecido, diz Selma Morandi, do Grupo Foco
Infraestrutura e transporte Assim como nos setores da energia e da construção civil, eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também demandam profissionais voltados para infraestrutura. “Até mesmo a área de shoppings centers e estruturas comerciais precisam de especialistas”, afirma Alexia Franco, líder da operação da Hays. O consultor da Alliance Coaching, Silvio Celestino, lembra que o setor de transporte aéreo também deverá se beneficiar.
Setor farmacêutico
De acordo com Alexia Franco, da Hays, laboratórios do exterior buscam trazer investimentos para o Brasil, o que demanda profissionais técnicos e com atuação científica. Segundo ela, a pesquisa e o desenvolvimento, que sempre foram feitos lá fora, pode passam a acontecer no país.
Setor contábil, fiscal e financeiro
Por conta do aquecimento da economia, a demanda por profissionais nas áreas contábil, fiscal e financeira é crescente, diz Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br. O setor de fundos de investimentos também está em crescimento, aponta Alexia Franco, da Hays. “Há muitos investidores estrangeiros querendo aplicar em fundos de investimentos no Brasil em função do alto retorno”, afirma. Para o consultor da Alliance Coaching, Silvio Celestino, a demanda por profissionais da área de investimentos será ainda maior se a taxa de juros brasileira continuar a cair. “Passa a ficar desinteressante aplicar na poupança e cresce a demanda por analistas financeiros.”
Recursos humanos
O aquecimento do mercado de trabalho faz com que as empresas busquem profissionais de recursos humanos qualificados para atuar em áreas como as de desenvolvimento, capacitação, treinamento, gestão e retenção. “Durante a crise, o profissional de RH ficou um pouco esquecido”, diz Alexia Franco, da Hays. Para o consultor da Alliance Coaching, Silvio Celestino, há demanda também por profissionais que saibam treinar líderes com origem técnica. “Quando você tem um líder que não foi preparado, ele pode provocar situações constrangedoras com o profissional."
Seguros e segurança
Algumas áreas são favorecidas por disfuncionalidades do Brasil, lembra o consultor da Alliance Coaching, Silvio Celestino, que cita o setor de segurança como em crescimento. Ele lembra, ainda, que o bom desempenho da economia e o aumento da renda fazem com que uma nova camada da população tenha acesso a bens que antes não tinha, como automóveis, exigindo das empresas de seguros adequação para esse público
Candidato deve buscar atender mercado
Na hora de mirar um setor para buscar trabalho, não basta olhar apenas para a tendência de crescimento. Especialistas afirmam que os candidatos devem estar qualificados e preparados para essas vagas. “É preciso estar atento ao mercado e buscar aperfeiçoamento profissional”, afirma Selma Morandi, diretora do Grupo Foco.
Alexia Franco, líder da operação da Hays no Rio de Janeiro, afirma, ainda, que cada candidato deve estar atento ao segmento onde atua, pois cada setor tem sua necessidade. A especialista dá a dica para profissionais de áreas técnicas buscarem experiência na elaboração de projetos. “Tudo depende de projetos atualmente. É preciso saber lidar com cronogramas.” Alexia destaca a importância de adquirir certificações. Um segundo idioma, principalmente o inglês, também é um investimento importante, segundo a especialista. “Muita gente não investe no inglês e fica para trás."
Proatividade Para Alexia, porém, os candidatos precisam ter proatividade e ir atrás do mercado. “Tem muito profissional passivo. É preciso ler jornal, ver as empresas que estão em alta. Quem busca a carreira é o executivo”, diz
Selma concorda e destaca que o importante é estar sempre atualizado em relação às tendências e não esperar que a oportunidade “caia no colo”. É importante, também, ter autoconhecimento para saber o que gosta de fazer e “ir trilhando o caminho”, lembra Alexia.
Saiba a diferença entre planejamento estratégico, tático e operacional e como aplicá-lo em sua vida profissional
Bem que às vezes tentamos, mas não há como escapar: planejar é a melhor maneira de obter resultados concretos e mensuráveis, de forma que se saiba quando e como obtê-los. Mas como devemos começar a planejar, quais as ferramentas e métodos úteis e necessários para dar início às primeiras linhas de um planejamento bem sucedido, seja ele financeiro, pessoal ou profissional?
O primeiro passo é saber que tipo de planejamento você deve aplicar. Segundo o diretor regional da Business Partners Consulting, Carlos Contar, há 3 tipos de planejamento: o estratégico, o tático e o operacional, e cada um difere do outro por apenas um fator: tempo.
"O estratégico ocupa-se das grandes questões e requer visão de futuro, pois cuida do que se deseja que aconteça nos próximos anos. O tático interpreta as decisões estratégicas e traça planos concretos a serem aplicados nos próximos meses, ou um ano, no máximo. E o operacional desdobra a tática em ações do cotidiano", explica Contar.
Planejar ou fazer planos?
Apesar de implícita, há uma diferença nos termos. Se você simplesmente almeja algo, seja material ou simbólico, e não dispõe de métodos para atingir os objetivos sonhados, você não está fazendo nada, apenas planos. Mas quando os sonhos e desejos são sucedidos de imediato por ações concretas e direcionadas para realizá-lo, aí sim, há planejamento.
Não que o plano ou sonho não tenha uma importância menor do que o planejamento, na verdade ele é o ponto de partida, embora não represente nada sozinho. Carlos afirma que, para começar a planejar, são necessários dois passos simples:
1. Definição dos objetivos: 'este ano, quero comprar um carro' (sonho, desejo)
2. Traçar as metas necessárias para realizar os desejos: 'para comprar o carro que eu quero, vou economizar R$ 200 por mês da seguinte forma...' (planejamento tático)
Também não adianta ser ganancioso demais e achar que tudo vai ser resolvido com um planejamento. "O importante é traçar metas arrojadas, porém possíveis de se realizar. A preocupação também deve estar ligada ao prazo estipulado por você mesmo. Se você fez ou irá fazer um planejamento, vale ressaltar que é preciso seguir à risca. Suas ações irão refletir no seu futuro", conclui Carlos.